Entenda o cenário:
Apenas 1% das empresas já tem uma estrutura agêntica.
10% está em processo de transição para uma estrutura agêntica.
E 89% ainda opera no modelo industrial.

O que isso significa: empresas que já implementam workflows AI-FIRST estão competindo com empresas que tem estrutura similar aos anos 70.

E por que isso importa?
A McKinsey não está falando de "usar ChatGPT". Está falando de reestruturar empresas inteiras.
  • Alguns bancos já rodam processos de compliance com squads de 10 agentes supervisionados por 2-5 humanos.

  • Seguradoras redesenharam processos de abertura de sinistro do zero com IA.

O custo marginal de crescimento não é contratar mais. É otimizar os processos com IA.

E aqui vão 5 pilares do que chamo de uma organização agêntica:

1. Modelo de Negócio

Muita gente tenta encaixar IA no mundo em que conhecemos.

Mas o mundo dos negócios vai ser completamente reformulado.

Em relação ao modelo de negócios, vamos ver IA sendo usada para:

  • Criar workflows AI-first

  • Criar novos canais de aquisição

  • Tornar dados proprietários o grande diferencial competitivo

2. Modelo Operacional

Um novo modelo de negócios puxa um novo modelo operacional.

Aqui, veremos:

  • Redes interconectadas de times autônomos

  • Trabalhos sendo reimaginados com processos AI-First

  • Times agênticos como blocos organizacionais (2-5 humanos supervisionando diversos agentes)

Um desses modelos é o organograma híbrido que desenvolvemos no Dalton Lab.

Para entender um pouco como funciona, só clicar aqui.

3. Governança

IA não será somente usada para tocar o negócio, mas para garantir uma governança em todas as decisões. Vamos ver, cada vez mais:

  • Decisões em tempo real com dados

  • Supervisão humana definindo políticas e monitorando outliers

  • Agentes controlando agentes (critic agents, guardrail agents, compliance agents)

Exemplo real: "Orçamento agêntico" onde agentes de IA propõem budgets, rodam cenários e reportam insights em tempo real.

4. Força de Trabalho

O medo de todo mundo é o que vai acontecer com o mercado de trabalho, com os empregos, com as funções. E aqui, vamos ver alguns novos perfis surgindo:

  • M-shaped supervisors: Generalistas fluentes em IA que orquestram agentes e humanos

  • T-shaped experts: Especialistas profundos que redesenham workflows e lidam com exceções

  • AI-augmented frontline: Vendas/atendimento com menos tempo em sistemas e mais tempo com humanos

Algo que acredito muito é que IA vai ser usada onde a IA é melhor que os humanos (tarefas burocráticas, rotineiras, processuais…) e humanos serão realocados cada vez mais para funções em que os humanos sempre serão melhores que a IA (relacionamento, persuasão, empatia…).

5. Tecnologia & Dados

No último pilar, teremos uma grande mudança nos processos tecnológicos e na importância dos dados nas empresas:

  • Propriedade distribuída de TI/dados

  • Protocolos agent-to-agent (sem APIs complexas)

  • Sourcing dinâmico

Mas… diante de tudo isso, o que vai dar certo e o que não vai?

A McKinsey falou sobre isso também no seu estudo.

Segundo eles, as empresas que vão falhar:

  • vão tentar delegar IA apenas para a área de TI

  • vão esperar entender completamente o jogo antes de começar

  • vão tratar tudo como ameaça, sem enxergar a oportunidade

E as empresas que vão crescer exponencialmente nesses processos serão as que:

  • vão pensar de forma ousada, com visão exponencial

  • vão se movimentar rápido (aprender fazendo)

  • vão redesenhar seus processos para se adaptar ao novo mundo

Então, se você é líder no seu negócio (dono, C-level, gestor…), minha sugestão é:

  1. Pense em como colocar agentes de IA nas prioridades do seu time ou da sua área

  2. Identifique 1 processo para ser remodelado sendo AI-FIRST

  3. Defina um time piloto para supervisionar os agentes nesse processo

Quer ajuda com isso?

No Dalton Lab temos alguns horários para diagnósticos gratuitos de empresas que queiram se tornar AI-FIRST. Clique aqui para agendar seu diagnóstico gratuito.

Essa foi a edição de hoje.

Durante a semana tem mais. Fique ligado.

E já encaminha essa newsletter para alguém que precisa estar por dentro do que acontece nesse universo de AGENTES DE IA.

Nos vemos na próxima edição,

Rodrigo Spínola

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